Sinto muita saudade.
Mas tem uma coisa dentro de mim me dizendo que o meu caminho é exatamente este e que não posso nem devo tentar modificá-lo.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Querer no pretérito perfeito.
Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro.
Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende?
Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende?
Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Trouble
Sim, ele era encrenca, das boas.
Eu sabia o que estava fazendo e ele também. Era errado.
Gostei da luz, dos olhos dele. Gostei da curva que se formou no canto da boca, gostei de não poder me encantar e mesmo assim estar me encantando.
Apesar de todo esforço, meu poder era uma ilusão.
Apesar do desprendimento, eu me enganava o tempo todo...
Eu sabia o que estava fazendo e ele também. Era errado.
Gostei da luz, dos olhos dele. Gostei da curva que se formou no canto da boca, gostei de não poder me encantar e mesmo assim estar me encantando.
Apesar de todo esforço, meu poder era uma ilusão.
Apesar do desprendimento, eu me enganava o tempo todo...
domingo, 16 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Quando?
E agora eu fiquei me perguntando...
Quando foi que aconteceu? Será que foi naquele dia encalorado pela bebida, ou naquela noite cheia de ações impetuosas, ou naquela tarde quando não tinhámos mais nada pra dividir?
Não sei, mas deve fazer tempo. De pouco em pouco, em doses homeopáticas, se foi.
Sem se despedir, sem desculpas, sem por que, foi embora.
Quando foi que paramos de nos compreender, de compartilhar sentimentos, angústias, segredos. Quando foi que a existência da outra pessoa passou a ser um tanto insignificante? Um mero acaso de existir.
Que dia foi que tudo isso começou, que paramos de nos ligar, de querer saber como tem passado, se algo mudou, se nada mudou.
Será que quando você percebeu isso te afligiu? Ou será até que foi pré programado para acontecer? Como se deixar aos poucos fosse menos pior ou menos perceptível.
Mas acho que você se esqueceu do tanto que eu percebo as pequenas coisas, eu só fiz questão de ignorar os primeiros sinais.
Até o ponto em que eu acreditei que não tinha nada de errado, até eu chegar a me perguntar "quando foi que a amizade morreu?".
Podia ser mais fácil, como nos namoros, um chega para o outro e diz "acabou". Mas essa é pior, você tem que adivinhar.
Tem que abrir os olhos quando você preferia mantê-los bem fechados.
Quando foi que aconteceu? Será que foi naquele dia encalorado pela bebida, ou naquela noite cheia de ações impetuosas, ou naquela tarde quando não tinhámos mais nada pra dividir?
Não sei, mas deve fazer tempo. De pouco em pouco, em doses homeopáticas, se foi.
Sem se despedir, sem desculpas, sem por que, foi embora.
Quando foi que paramos de nos compreender, de compartilhar sentimentos, angústias, segredos. Quando foi que a existência da outra pessoa passou a ser um tanto insignificante? Um mero acaso de existir.
Que dia foi que tudo isso começou, que paramos de nos ligar, de querer saber como tem passado, se algo mudou, se nada mudou.
Será que quando você percebeu isso te afligiu? Ou será até que foi pré programado para acontecer? Como se deixar aos poucos fosse menos pior ou menos perceptível.
Mas acho que você se esqueceu do tanto que eu percebo as pequenas coisas, eu só fiz questão de ignorar os primeiros sinais.
Até o ponto em que eu acreditei que não tinha nada de errado, até eu chegar a me perguntar "quando foi que a amizade morreu?".
Podia ser mais fácil, como nos namoros, um chega para o outro e diz "acabou". Mas essa é pior, você tem que adivinhar.
Tem que abrir os olhos quando você preferia mantê-los bem fechados.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Pra te espantar de mim
Aí eu tomo um banho bem quente, pra te espantar da minha pele. E canto bem alto, pra te espantar da minha alma. E escovo minha língua bem forte, pra separar seu gosto do meu. E quase vomito, pra parir você do meu fígado. E tento ser prática e parar de suspirar. E tento abrir a geladeira sem me perguntar o que eu poderia comprar pra te agradar. E tento me vestir sem carregar a esperança de esbarrar com você por aí. E tento ouvir uma música sem lembrar que você gosta de se esfregar de lado em mim.
E tento ser só eu, simplesmente eu, novamente, sem esse morador pentelho que resolveu acampar em mim. E nada disso adianta.
E o esforço pra não fazer nada disso já é fazer tudo isso.
E tento ser só eu, simplesmente eu, novamente, sem esse morador pentelho que resolveu acampar em mim. E nada disso adianta.
E o esforço pra não fazer nada disso já é fazer tudo isso.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Eu vou parar
Amanhã eu paro.
Juro.
É a última vez.
Só hoje. Aí eu deixo.
Prometo.
Nem gosto mais, nem preciso mais. Só tô fazendo isso por hábito mesmo.
É verdade.
Eu não tô viciada, eu podia parar com isso agora.
Não acredita?
Eu vou parar. Mas só amanhã.
Hoje eu tô tensa, eu meio que preciso disso pra derramar todas as minhas magóas e meus ressentimentos em cima, pra me deixar calma e ouvir aquela voz dizendo "tá tudo bem".
Entende?
Não, não entende.
Eu odeio isso. Sério. Odeio.
Mas não consigo deixar de lado. Mesmo que eu odeie.
Eu disse, é hábito.
Mas esse hábito acaba amanhã.
Amanhã eu paro.
Juro.
É a última vez.
Nem é mais a mesma coisa. Eu nem me sinto mais tão bem.
Na verdade, eu fico cada vez mais irritada.
Ele nem ri mais, sabia? Nem eu.
Eu não sinto mas euforia. Nem ele.
A verdade é que não tá acabando com os meus ressentimentos e magóas.
Não ouço nenhum "tá tudo bem". Tudo acaba em caos.
E não é questão de ter mais dele ou não.
Então decidi parar.
Eu não tô viciada, eu consigo largá-lo a qualquer momento, qualquer segundo.
Mas amanhã.
Amanhã eu paro.
Juro.
Juro.
É a última vez.
Só hoje. Aí eu deixo.
Prometo.
Nem gosto mais, nem preciso mais. Só tô fazendo isso por hábito mesmo.
É verdade.
Eu não tô viciada, eu podia parar com isso agora.
Não acredita?
Eu vou parar. Mas só amanhã.
Hoje eu tô tensa, eu meio que preciso disso pra derramar todas as minhas magóas e meus ressentimentos em cima, pra me deixar calma e ouvir aquela voz dizendo "tá tudo bem".
Entende?
Não, não entende.
Eu odeio isso. Sério. Odeio.
Mas não consigo deixar de lado. Mesmo que eu odeie.
Eu disse, é hábito.
Mas esse hábito acaba amanhã.
Amanhã eu paro.
Juro.
É a última vez.
Nem é mais a mesma coisa. Eu nem me sinto mais tão bem.
Na verdade, eu fico cada vez mais irritada.
Ele nem ri mais, sabia? Nem eu.
Eu não sinto mas euforia. Nem ele.
A verdade é que não tá acabando com os meus ressentimentos e magóas.
Não ouço nenhum "tá tudo bem". Tudo acaba em caos.
E não é questão de ter mais dele ou não.
Então decidi parar.
Eu não tô viciada, eu consigo largá-lo a qualquer momento, qualquer segundo.
Mas amanhã.
Amanhã eu paro.
Juro.
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