quinta-feira, 22 de setembro de 2011

(des)embarque

Te deixei no aeroporto há pelo menos uns 15 minutos.
Fiquei esperando você desaparecer no saguão, depois de acenar freneticamente pras suas costas que já andavam em direção oposta à minha. Fiquei lá imóvel por mais uns 10 segundos esperando alguma coisa que eu não sei o que era.
No banheiro, mirei meu semblante. Nenhum. Nenhuma emoção existia ali. 
Essa não é a primeira vez, nem a última, que eu vou ter certeza que eu posso, mas não quero ficar sem você. Drama ou não, isso se tornou uma realidade que eu estou aprendendo a lidar.
Agora já se passaram 40 minutos.
À medida que fui voltando para o carro e andava por aqueles corredores cheios de despedidas e chegadas, meu pensamento voava longe, naquele avião, em embarcar contigo para qualquer lugar.
Se passaram mais de 1 hora. E eu já sei como serão todas as minhas noites a partir de agora até o dia em que você retornar.

Então eu vou estar lá naquele saguão, o tempo que for, e todas as vezes que você resolver ir embora e voltar.

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